Adriana Rizkallah Apresenta o Couro em Tressê para Revestimentos de Paredes e Interiores, em Papel Machê

A artista plástica Adriana Rizkallah criou modalidade de revestimentos para parede em “couro” a partir da matéria-prima com que trabalha, o papel machê. Após um processo de pesquisa e recriação, o papel machê transforma-se num produto revolucionário, assumindo textura, forma e aparência inusitadas. Nas mãos da artista plástica, a arte imita a vida.

Entre os vários tipos de revestimentos para interiores que a artista criou, estão o revestimento em couro nas modalidades “Couro Tressê”, “Couro Pespontado” e Comum, entre outras opções além do couro e que podem ser personalizadas.

Todos esses revestimentos foram desenvolvidos a partir de material reciclado – o papel. O resultado final é a aparência que adquire e que dá nome ao produto. Esses revestimentos são de fácil aplicação, podem ser colocados por qualquer pessoa, não necessariamente por um profissional (as instruções são fornecidas pela equipe da Adriana), não exala odores e o resultado surpreende, é diferente de qualquer outro produto do mercado, além de ser totalmente artesanal.

O revestimento em papel machê é diferenciado do papel de parede, é um produto único, confere charme e exclusividade ao ambiente. É vendido por metro quadrado (de R$ 300,00 a R$ 400,00 o m2), preparado para ser aplicado com simplicidade e rapidez. O material é tratado e elaborado para ter a máxima resistência e durabilidade e torna o ambiente aconchegante, atraindo ao toque.

“Eu procurei trazer um pouco do meu universo lúdico do papel machê, das ilimitadas possibilidades, da sustentabilidade presente, inclusive, no meu processo de produção, para o design, onde tudo se encaixa através do toque, da reinvenção”, diz Adriana Rizkallah.

Fotos: Edu Grigaitis e Lia Strauss

De Olhos Vendados

“What is the imagination? Perhaps it is a shadow of a intangible truth, perhaps it is the soul’s thought!”
(Rider Haggard)

Exposição De Olhos Vendados - Espaço Cultural Boulevard das Artes - setembro 2011 - 06“O que é a imaginação? Talvez seja a sombra de uma intangível verdade, talvez seja a alma do pensamento”. Essa reflexão de Rider Haggard pode traduzir a experiência tátil que as obras de Adriana Rizkallah propiciam, ao público em geral e aos deficientes visuais em particular, nas várias edições que promove da exposição. Enxergar é muito mais que apenas ver. Enxergar é utilizar todos sentidos e permitir que, com o pensamento, possamos vislumbrar a alma da verdade, ou a sua sombra, se nos eximirmos de enxergar o mundo com as possibilidades que temos.

Dedicada aos deficientes visuais, a exposição DE OLHOS VENDADOS, foi concebida em sua primeira edição, em 2009, para comemorar os 200 anos de criação do Método Braille, e reeditada mais três vezes, desde então, para proporcionar às pessoas a oportunidade de terem uma experiência tátil – ampliar o olhar de cada uma para o significado da visão, muitas vezes intangível a todos.

O arranjo espacial das obras permite que elas sejam tocadas e assim causem  sensações inéditas, como quer a artista. As peças, fixadas ora no chão ora no teto, criam caminhos para um passeio tátil, visual e sensorial em que o espectador experimenta e interage fisicamente com a obra. Há um diálogo fluido entre obra,  espaço e visitante. Não existe mais distanciamento entre eles, a exposição é uma forte experiência de intensa emoção.

“Procurei  evidenciar a matéria-prima na qual sempre me inspirei, o papel, dentro da minha experiência tátil e sensorial, conceituando o atual trabalho. Introduzi o som como elemento adicional, criando novas possibilidades. Existem referências constantes ao desenho e a exposição estrutura-se através de um “caminho” – como no desenho -, traça um percurso entre dois pontos, sugerindo que o espectador torne-se, então, o lápis ou instrumento de ligação, criando sua própria relação com o  “desenho espacial”, diz a artista, Adriana Rizkallah.

DE OLHOS VENDADOS, em suas várias edições, é mais que uma mostra de arte, é a outra forma da verdade e da beleza para quem enxerga com os olhos. E para quem não enxerga com os olhos, a exposição é a revelação da alma do pensamento que traduz em outros sentidos aquilo que só pode ser visto através de um novo tipo de olhar – o olhar da alma!

De Olhos Vendados
Curadoria Robert Richard Arquivo ABAPC

Texto por:
Patrícia Cicarelli – Cronista e divulgadora cultural
patriciacicarelli@uol.com.br
Twitter: @PCicarelli