Por que papel

Adriana é fascinada pelo papel. Primeiro, pela característica flexível do material, que  adquire inúmeras formas, participando de vários ciclos de transformação.

Há também a ambiguidade que existe entre a delicadeza que permite criar texturas semelhantes a materiais duros como mármore, pedra e cerâmica. Além disso, o papel é acessível, desafiador de se trabalhar e tem como essência a reutilização incessante.

Para tornar formas possíveis infinitas, sua principal técnica partiu do papel machê reciclado, que vem sendo aperfeiçoada pela artista desde a década de 1980.

Apesar de a autoria das obras ser sua, Adriana não é a única que interfere em suas peças. Depois que a artista termina seu trabalho, as obras de papel ainda sofrem influência da umidade, calor e luz, e só depois disso são consideradas finalizadas. Mesmo assim, continuam inacabadas, já que o tempo e os aspectos da natureza continuam responsáveis pelo dinamismo de cada peça.

É por isso que, apesar da semelhança de formato de algumas peças, cada uma delas é única em aspecto, cor e textura.